
Os dois chegaram ao ponto de encontro. Arrumados. Vívidos. Cheios de amor e sonhos.
- Pronta? – disse ele.
- Na verdade, não. – respondeu ela. – Você sabe que isso vai fazer de mim uma “traidora”, não sabe?
- Todos nós somos traidores alguma vez na vida.
- Você não lembra como ficou quando ela te traiu?
Ele ficou quieto por alguns segundos e abaixou a cabeça.
- Você sabe por que fiquei arrasado quando ela fez isso comigo? Porque significa que ela não me amava. Não o suficiente para não querer me machucar.
Ele calou-se e depois continuou.
- Esse é o ponto de trair. Quando você realmente ama alguém, você quer proteger essa pessoa a qualquer custo. Você faz qualquer coisa para mantê-la segura.
- Eu amo ele! – ela brandou.
- Não, não ama. Se amasse, você não teria vindo aqui.
Ela ficou atordoada com o comentário.
- Tudo bem, eu acho que amo ele. Não importa o que aconteça, eu não vou terminar com ele.
- Então você será mesmo uma traidora.
Ele sorriu e continuou.
- O amor é algo extraordinário, não? Ele nos ergue até onde pertencemos. Tudo o que você precisa é de amor.
- Por favor, não comece.
- Tudo o que você precisa é de amor.
- Eu já tenho o amor dele. Eu... Eu não sei porquê vim aqui.
Ela virou-se para ir embora, quando ele gritou.
- Tudo o que você precisa é de amor!
- Pare.
Ele aproximou-se dela.
- Tudo o que você precisa é de amor. – sussurrou.
- O amor é só um jogo. – ela respondeu.
- Eu fui feito para te amar e você foi feita para me amar. Não consegue ver isso?
- O único modo de você me amar é me deixando ir.
Nervosa, ela se afastou dele.
- Só por uma noite. Em nome do amor.
- Está se iludindo, eu não vou fazer nada com você!
- Não me deixe assim. – ele lacrimejou levemente. - Você sabe que eu não posso sobreviver sem o seu amor. Não me deixe assim.
- Você acha que as pessoas estão cansadas de canções bobas de amor.
- Olhe em volta, você verá que não é assim.
- Pois algumas pessoas querem encher o mundo com este tipo de canção.
- E qual é o problema? Eu gostaria de saber. E vou dizer de novo: O amor nos ergue até onde pertencemos.
Ele olhou para o céu.
- Para onde as águias voam. No alto de uma montanha.
- Você está delirando. O amor só nos faz agir como idiotas, nos faz jogar nossas vidas fora por um único dia feliz.
- Porque este dia feliz será lembrado para sempre.
Ele pegou as mãos dela e a trouxe para perto de si.
- Nós poderíamos ser amantes!
- Eu não posso fazer isso.
- Nós deveríamos ser amantes, e isso é um fato.
- Nada vai nos manter juntos.
- E então - ele continuou -, roubaríamos o tempo por um dia. Veja como ele é mau com você. Seríamos heróis para sempre.
Ela desviou o olhar dela, pois sabia que ele estava conseguindo convencê-la. Ele puxou delicadamente seu rosto pelo queixo e olhou em seus olhos.
- Eu vou sempre te amar.
Ela tentou não chorar.
- Sinto muito, querida, mas eu não consigo não te amar.
Ainda com a mão em seu queixo, ele puxou os lábios dela e o beijo prolongou-se por longos segundos. Ao terminar, ela se afastou. Ele sorriu e olhou o parque à sua volta. Abriu bem os braços e deixou que os raios de sol iluminassem seu rosto.
- Como a vida é maravilhosa, agora que você está no mundo.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Coletânea de Amor
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Renan.
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04:02
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O Coletor de Diamantes

Quando eu era criança, lembro que meu tio me levou a uma montanha distante para coletar diamantes. Era um lugar famoso por possuir as pedras mais belas e mais preciosas do mundo, mas embora muitas pessoas visitassem o lugar, poucas saíam de lá com o que realmente procuravam.
Descemos na base da montanha e logo observei uma quantidade enorme de pessoas colhendo pedras do chão. Fiquei confuso, a princípio, e então meu tio me disse:
- A maioria das pessoas contenta-se em ficar com as pedras, pois ou são preguiçosas demais ou medrosas demais para escalar a montanha e chegar ao topo, onde estão os verdadeiros diamantes.
Observei dois homens brigando por uma pedra, simplesmente porque ela era grande demais para caber em seus bolsos.
- As pedras comuns são muito visíveis e podem dar a sensação de que você possui algo importante, mas são opacas, pesadas e feias. – continuou meu tio. – Não importa o quanto sejam lapidadas, serão sempre opacas. Você não pode ver o interior delas, saber o que as torna pedras. Elas simplesmente estão ali, ocupando espaço. Não há nada de contente nelas, mas as pessoas se acomodam e as pedras acabam sendo a única chance de felicidade que elas possuem. Você não vai querer uma pedra.
Seguimos em direção à estrada que subia a montanha.
- Venha, vamos subir.
E ao dizer isso, os coletores de pedras nos olharam surpresos, como se fossemos espécies em extinção de um zoológico. Ouvi uma senhora sussurrar para sua filha: “Esse velho é louco. Vai fazer aquele pobrezinho subir até o topo só por causa de alguns diamantes. Não se preocupa com a segurança dele, apenas com sua ganância”.
Fiquei com medo com aquela frase, mas meu tio sorriu para mim, acalmando meus temores.
- Vai ficar tudo bem. – ele disse.
Dois dias de viagem e chegamos à metade da montanha. O vento era gélido e cortante; sentia como se minhas mãos fossem cair a qualquer momento. Meu tio me deu suas luvas (disse que não precisava delas) e me puxou para trás de um rochedo, pedindo que eu fizesse silêncio. Curioso, olhei por cima, escondido.
Um homem segurava um diamante em suas mãos, enquanto erguia um pedaço de pau esguio contra um lobo cujos dentes afiados apareciam em sua mandíbula babada. Ele rosnou e avançou contra o homem, que tentou atacá-lo com sua arma improvisada. Em vão. O lobo partiu o coletor em poucos segundos. Em seguida, pegou o diamante que ele segurava com sua boca e fugiu para dentro de uma caverna.
- Por que o lobo queria aquele diamante? – perguntei, curioso.
- Não era um diamante. Era um cristal.
Olhei para meu tio sem entender direito. Tinha certeza que tinha visto o homem segurando um diamante.
- A maioria daqueles que possuem a coragem para subir à montanha, fica louco. E os cristais se aproveitam disso. Sua transparência e lapidação natural deixam-os parecidos com os diamantes. Cristais são pedras traiçoeiras. Seu brilho é constante e pode hipnotizar você, ajudar a enlouquecê-lo, fazendo-o acreditar que possui um diamante, quando na verdade possui um cristal.
Curvei-me para observar melhor dentro da caverna do lobo. Percebi um grande brilho saindo dela. Uma montanha de cristais circundava a alcatéia.
- Lobos são solitários e tão traiçoeiros quanto os cristais. Eles matam por essas pedras porque tudo que importa para eles é o quão brilhante eles são. Nada mais. São criaturas fúteis, como os cristais. Você não vai querer um cristal, nem encontrar um lobo quando possuir um. Fique longe dos dois.
E devagar, continuamos a subir a montanha, deixando os lobos e seus cristais brilhantes para trás. Mais dois dias e chegamos ao topo. Meus olhos doíam com o brilho das pedras no chão.
- Tudo isso são diamantes?
- Não. São os cristais. Estão tentando enlouquecê-lo com seu brilho. Querem fazer você pegá-los ao invés dos diamantes, mas somos mais espertos que eles.
Vi do outro lado do topo um homem mergulhando as mãos nos cristais e enchendo seus bolsos com eles.
- Estou rico! – ele berrava. – Estou rico!
- Aquele tolo será atacado pelos lobos quando descer a montanha de volta. Não percebe o poder que os cristais estão tendo sobre ele. Sucumbe a estas pedras fúteis e por este motivo terá um triste fim.
Com os bolsos cheios, o coletor de cristais correu por nós, descendo a montanha e logo desaparecendo de vista. Ficamos sozinhos com o brilho eterno dos cristais.
- Venha, os diamantes estão aqui.
Andamos até uma área sem brilho e meu tio começou a revirar a terra gelada com as mãos nuas. Algum tempo depois, retirou dela uma pedra opaca e sem brilho.
- Este, meu jovem, é um verdadeiro diamante.
Olhei receoso para a pedra suja de terra.
- Não acredita que seja um diamante, não é mesmo? Veja, os diamantes não são as pedras mais belas quando encontrados, como os cristais. Eles estão sujos, ainda não foram lapidados. Assemelham-se a uma pedra comum, mas não seja fútil como os outros. Não olhe o exterior, pois é o interior que importa.
Ele raspou a pedra com a unha de seu polegar, tirando a sujeira e a aparência opaca da mesma. Um brilho tão forte quanto o dos cristais irritou meus olhos.
- Vê? Os diamantes são as pedras mais puras. Poucos são capazes de reconhecê-los por sua aparência, sujos e opacos, mas se você for capaz de reconhecer um diamante, então você será o homem mais sortudo do mundo. Tome.
Ele pegou minha mão e colocou o diamante em minha palma coberta pela luva. Observei a pedra com cuidado e, naquele momento, me senti completo.
- Você vai querer um diamante, – ele me avisou. – mas leve apenas um. É o suficiente para que você seja feliz pelo resto da vida. Porém, não o perca. Talvez você nunca mais encontre um diamante.
Ele se levantou e limpou as mãos sujas de terra na roupa.
- Venha, agora vamos descer.
- Não vai pegar um diamante para o senhor? – perguntei.
- Já encontrei o meu.
A descida foi mais rápida. Na base da montanha, mostrei feliz meu diamante para os coletores de pedras comuns, mas nenhum pareceu entusiasmado. Todos olhavam apenas a sujeira e opacidade de minha pedra preciosa. Não eram capazes de olhar para o verdadeiro interior daquele diamante, como meu tio e eu conseguíamos.
- Tolos. – diziam eles. - Subiram até o topo da montanha para trazer de volta uma pedra. Poderiam ter ficado aqui na base. Há muitas pedras por aqui e não fariam nenhum esforço.
Olhei para meu tio. Ele sorriu para mim e não disse nada, mas eu sabia o que ele estava pensando. Nós não éramos tolos, mas sim, os mais espertos. Éramos capazes de enxergar os verdadeiros diamantes.
Naquele dia, voltei para minha casa com um sorriso em meu rosto. Era o garoto mais feliz do mundo.
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Renan.
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17:13
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A Rosa Amarela

Natasha caiu para trás e sentiu a brisa do campo em suas bochechas. Com os olhos fechados, ela tentava sentir o cheiro da grama molhada, das flores da campina e da madeira das árvores. Tudo aquilo era tão familiar, mas agora parecia de algo faltava.
Ela se lembrou da primeira vez em que estivera ali. Lorenzo prometera que a levaria ao seu lugar favorito fora da cidade e a trouxera para aquele campo.
- Eu gosto das rosas. – dizia ele sempre que chegavam ao local para ficarem a sós.
Olhar as rosas vermelhas e chamativas no campo era nostálgico. Elas lhe traziam as lembranças de volta à sua mente acostumada com a antiga rotina.
Ele era floricultor. Natasha entrou em sua loja para comprar flores para sua irmã, que estava prestes a se casar.
- Eu sou péssima para escolher flores. Você pode dar alguma dica sobre qual levar? – perguntou ela.
Ele a observou por algum tempo e ela retribuiu o olhar, hipnotizada pelos olhos verdes de Lorenzo. Ela nunca soube quanto tempo ficou parada olhando para o floricultor, apenas se lembra de sua pergunta.
- Qual a ocasião?
- Casamento. Da minha irmã.
Ele sorriu, iluminando o ambiente. Foi como se Natasha derretesse em plena noite de inverno.
- Rosas vermelhas. Leve um buquê delas. São tradicionais, mas demonstram todo o amor que sua irmã necessita no momento e a grandeza desse sentimento. – ele sorriu e continuou. - E dê a ela uma rosa amarela separada. Ela é mais rara, mas tem um significado especial. Peça para ela guardar em algum lugar especial em seu quarto, pois a rosa amarela permite a entrada do amor e transmite a sensação de presença da pessoa amada. Assim ela estará sempre próxima de quem ela ama.
Natasha ficara impressionada com o discurso e aceitou de imediato a sugestão do floricultor. Quando saiu da loja, porém, encontrou um bilhete dentro do embrulho da rosa amarela. Ele continha o nome daquele que viria a ser seu marido, junto com seu telefone.
Ela levantou e olhou para o campo sangrento, com as rosas balançando graças ao vento agora forte. O sol reluziu no centro do mar vermelho e chamou sua atenção. Ela andou devagar até ele, curiosa. Quando se aproximou, se lembrou de algo que Lorenzo falara.
- Se você fosse uma flor, qual gostaria de ser? – perguntou ele enquanto estavam deitados na grama, olhando as nuvens no céu turquesa.
- Não sei. – respondeu ela, pega de surpresa. – Acho que girassol.
- Por quê girassol?
- Porque ele segue o sol durante o seu percurso no céu e, bom, você sabe como eu gosto do sol. – ela parou por alguns segundos e então continuou. - E você?
- Uma rosa.
- Tradicional.
- Não, eu gostaria de ser uma rosa amarela. – respondeu ele, interrompendo-a. - Elas não são tão tradicionais. São pouco conhecidas, mas mesmo assim costumam fazer muito sucesso por reluzirem como o sol. Dessa forma, eu posso ser seu sol.
Ali, na frente dela, estava uma única rosa amarela. Rara de nascer em um campo onde apenas são cultivadas rosas vermelhas, mas lá estava ela, como um milagre. Ela arrancou a flor e sentiu seu aroma, melhor do que o das vermelhas. Lembrava-a do perfume de Lorenzo.
Por alguns segundos, ela nada disse, apenas observou a flor amarela que tinha em mãos. Então saiu do rápido transe e correu para seu carro, dirigindo até o cemitério da cidade. Andou até a lápide de Lorenzo e, com lágrimas nos olhos, agradeceu.
Voltando para casa, ela colocou a rosa em sua cabeceira, ao lado da foto de seu falecido marido. Ao dormir, ela agora se sentia protegida, pois sentia a presença de Lorenzo. Como se os olhos verdes dele estivessem olhando para ela e protegendo-a do perigo.
Pela primeira vez em meses, Natasha dormiu tranquila.
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Renan.
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03:18
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Vergonha
Que vergonha. Só 6 postagens em 2009... Será que 2010 será diferente e eu vou postar mais?
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Renan.
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17:58
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
Discutir
Sabe, eu odeio gente que não sabe discutir. E eu não estou falando daquelas pessoas que ficam ansiosas, que tem medo de expor seus argumentos ou que preferem evitar discussões. Estou falando daquelas pessoas que atiçam uma discussão, ou pelo menos continuam uma e geram novas, mas que não possuem argumentos sequer para manter o nível da conversa em movimento uniforme.
São aquelas pessoas que simplesmente dizem um "ah, problema é seu" ou "isso não te interessa" ou mesmo "eu nem estava falando sobre isso", simplesmente porque não tem argumentos quaisquer, nem mesmo noção do que está sendo discutido.
Eu realmente odeio essas pessoas. O pior de tudo, é que elas sempre acham que estão certas ou que venceram o "debate". E para elas eu dou apenas uma dica: Vocês não venceram, simplesmente fizeram as pessoas desistirem de discutir com seres incapacitados. Elas se cansaram, e sinto informar, mas vencer pelo cansaço não é vitória, é irritação e teimosia.
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Renan.
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02:14
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Afogamento Matinal
Ela acordou e observou a luz do dia. Virou para o outro lado da cama. Vazia. Respirou fundo e sentiu um aperto dentro do peito. Algo não estava certo. O aperto ficou maior. Uma gota caiu em seu coração. E outra. Mais uma. Nos pulmões... No ventre... A solução salina escoava por sua boca. Por seus olhos.
Ela se afogara em sua própria mágoa.
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Renan.
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18:59
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Pensamentos EMOcionais de Madrugada
Morte é algo tão estranho. Uma hora se está aqui. Na outra, não. Pior é talvez encarar a morte alheia. Quer dizer, se você morreu, você morreu. Não terá muitos problemas com isso (ou talvez tenha, não sei). Também não muda muito a sua vida se outras pessoas morrem. Pessoas quaisquer. Pessoas de noticiários.
"Incêndio em prédio comercial mata 42".
Mas quando alguém próximo morre, esse é o problema. Quarenta e duas pessoas morreram naquele incêndio. Quantos são os que estão sofrendo por causa dessas mortes? Como era a vida dos mortos? Eles tinham muitos amigos ou viviam sem vida social presos em suas casas? Eram jovens com um futuro promissor ou pessoas já de idade, com uma vida bem vivida (ou mal vivida)?
Acho que de tudo um pouco. Pessoas morrem todos os dias. Amanhã pode ser o seu pai, ou a minha mãe, ou até mesmo o meu cachorro que apesar da idade, cegueira, surdez e dos três "tumores quase câncer" continua de pé.
A morte é natural, mas é tão inexplicável, que eu mudo de opinião sobre ela a cada parágrafo. Uma vez, ela é horrível e não sabemos lidar com isso. Na próxima, ela está em todas as esquinas esperando a gente e apenas temos de ir a caminho dela.
Esse post está interessante e inútil ao mesmo tempo porque eu realmente não tenho ponto algum, nem sigo uma linha de raciocínio clara, mas acabei de assistir a um episódio de uma série que me deixou pensativo sobre o assunto.
Perdi meu avô recentemente e não percebi como foi e é estranho não tê-lo por perto. Não é pior, nem melhor, mas eu penso agora como foi sua vida dele e eu o admiro por quem ele foi e sempre será, em minha memória. Aliás, isso é o que sobra. Memórias. É de memórias que devemos nos manter quando o pior acontece. Memórias boas, outras nem tanto...
A gente nunca está preparado para o que pode acontecer. Podemos morrer amanhã, semana que vem ou daqui a dez ou trinta anos, mas também podemos tentar fazer o melhor para chegar ao máximo da vida. É o que eu vou fazer, porque eu sei que eu quero morrer como o meu avô: com quatro filhas que me amam, seis netos que me amam, três irmãs que me amam, mais alguns sobrinhos que me amam e, melhor ainda, ao lado da pessoa que, apesar de todas as separações, eu amo e sei que me ama de volta; a pessoa que cuidou de mim até o final, até eu não agüentar mais, mesmo caduco e gagá, sempre me amando muito; a pessoa que ficou do meu lado até no caixão.
Essa pessoa para o meu avô, foi a minha avó. E eu sei que ela ainda sente falta dele e para ela, assim como para todos, restaram apenas as memórias (sejam elas mentais, fotográficas ou escritas).
Talvez eu escreva um livro ou um conto baseado nisso. Seria legal, mas eu choraria mundo escrevendo...
Mas antes vou terminar de escrever esse post depressivo que eu sei que ninguém vai ler (como sempre), mas que eu precisava desabafar para conseguir dormir bem hoje. Se você, porém, contrariou as leis naturais e leu este post inteiro, agradeço e digo que é louco por ouvir as palavras de um aspirante a emo, mas também prometo que não sou assim o tempo todo e o blog não será preenchido por posts semelhantes, então não há motivo para preocupação.
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Renan.
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04:48
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Disloyal Order Of Water Buffaloes
A melhor música do novo CD \fato
Fall Out Boy - Disloyal Order Of Water Buffaloes
I'm coming apart at the seams
Pitching myself into other people's dreams
Now buzz, buzz, buzz
Doc, there's a hole where something was
Doc, there's a hole where something was
Fell outta bed
Butterfly bandage but don't worry
You'll never remember, your head is far too blurry
Put him in the back of a squad car,
Restrain that man!
He needs his head put through a CAT scan!
Hey editor, I'm undeniable
Hey Doctor, I'm certifiable!
I'm a loose bolt of a complete machine
What a match
I'm half doomed and you're semi-sweet
Boycott love
Detox just to retox
And I'd promise you anything
But another shot at life.
Imperfect boys with their perfect lives
Nobody wants to hear you sing about tragedy
Little girl, you got me starry eyed
Or was it just a telescopic camera lie?
Paying tolls in the highway truck stop stalls (of love)
Loveless jails, you deny my rules
All the rookies leave your badge and your gun on the desk when you leave the room
I'm a loose bolt of a complete machine
What a match
I'm half doomed and you're semi-sweet
Boycott love
Detox just to retox
And I'd promise you anything
But another shot at life.
Imperfect boys with their perfect lives
Nobody wants to hear you sing about tragedy
(Detox just to retox)
So boycott love (Boycott love)
Boycott love (Boycott love)
So Boycott love (Boycott love)
And I'd promise you anything
But another shot at life.
Imperfect boys with their perfect lives
Nobody wants to hear you sing about tragedy
(Nobody wants to hear you sing about tragedy)
Nobody wants to hear you sing about tragedy
(Nobody wants to hear you sing about tragedy)
Imaginado por
Renan.
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02:59
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Buracos
Uma história de amor.
Buracos

Ele desceu do pedestal e andou por entre as plantas amareladas que alcançavam seu joelho. A lua cheia, firme no céu, brilhava no campo e revelava os olhos tristes dele. Ele continuou andando por alguns minutos até chegar ao lago prateado. Esta era sua rotina. Após ficar horas sem fazer nada no sol escaldante, ele andava até o lago para se refrescar durante a noite.
Os olhos negros olhavam para seu próprio reflexo na água cristalina e foi então que ele viu, em seu peito, aquele buraco. Buraco o qual era marcante, o local onde uma vez houvera um coração. Agora, apenas o vazio característico no tórax que o fazia único lhe restara.
Molhou a palma da mão na água como fazia todas as noites e percebeu uma pequena parte de si ficar tão molhada a ponto de ser levada pela água. Tudo bem. Aquele pedaço que agora flutuava solitário na água devia ser apenas um dos muitos que já lhe foram retirados sem sua vontade. Esse, porém, era um pedaço que podia ser reposto, diferente daquele em seu peito.
Neste momento, ele sentiu a água tremer e afastou-se assustado; aquilo nunca tinha acontecido antes. Próxima à margem, a imagem de uma mulher apareceu. Tinha a pele clara e brilhante, como plástico, e seu cabelo era fosco e vermelho, como se a água tivesse retirado seu brilho natural. Seus lábios não tinham cor e ela estava nua, mas a sua característica marcante eram os buracos. Ao invés de olhos, ela tinha buracos; dois enormes buracos. Ela era a mulher mais bonita que ele já vira.
- Olá. – disse ela, sorrindo e mostrando os dentes alvos. – Há muito tempo que o vejo na superfície, mas nunca tive coragem de subir para conversar. Isto é, até hoje.
- Você me via? Mas como se você não tem olhos?
- Meus olhos foram arrancados de mim há muito tempo e isso tirou a minha capacidade de enxergar por um tempo, mas há muitas coisas no mundo que independem de olhos para serem apreciadas. Não preciso deles para enxergar, assim como você não precisa do seu coração para amar.
Ele espantou-se.
- Posso ter perdido meus olhos, mas meus ouvidos estão intactos e funcionam muito bem. Tenho ouvido seu lamento durante as noites, suas palavras de saudade, amor, paixão, coragem, medo, tristeza, paz, beleza e tantas outras qualidades e sentimentos. E foram estas palavras, estes lamentos, essas emoções que me fizeram enxergar através da palha que molda o seu corpo. Foram estas palavras que fizeram eu me apaixonar por você.
Ele não sabia o que dizer. Tudo era tão novo, tão belo, tão emocionante. A mulher nua aproximou-se e tocou-lhe o rosto.
- Você fez com que eu enxergasse além do que meus olhos poderiam enxergar, mesmo depois de tê-los roubados. Sinto-me na dívida de fazê-lo amar, mesmo depois de terem roubado seu coração.
Ela encostou seus lábios pálidos nos dele e ele sentiu algo que jamais havia sentido. Seu corpo esquentou, suas mãos pareciam tremer e o fôlego sumiu de dentro de si. A mulher afastou-se e sorriu novamente, quando ele colocou a mão sobre o buraco e sentiu um incômodo. Era algo que ele não sentia há muito, muito tempo. Era a sensação de seu coração bater.
- Viu? Você sente, não é? É o seu coração batendo. É sentimento. Só porque você tem um buraco no lugar de um coração, não significa que você não é capaz de amar, de sentir...
Eles se olharam por alguns minutos sem falar nada.
- Obrigado – disse ele.
Tudo parecia tão claro quanto o lago ao lado deles. Tudo graças àquela bela mulher sem olhos.
- Está quase amanhecendo – disse ela ao olhar para o céu quase claro. - Você deve voltar para a plantação...
Ele concordou com a cabeça e levantou-se.
- E você? Como fica?
- Não sei... Apenas sei que meus dias dentro neste lago terminaram.
Eles trocaram sorrisos e ele virou, voltando para o campo amarelo em seu ritmo lento. Algo dentro de si ardia e ele sabia que era seu coração ou o buraco que restara em seu lugar. Estava feliz. Estava triste. Sentia-o bater mais rápido e mais devagar ao mesmo tempo sem sequer ele estar ali presente. Estava apaixonado.
Lentamente, ele voltou ao pedestal e ergueu os braços quando o sol apareceu no horizonte.
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Renan.
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15:50
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sábado, 18 de outubro de 2008
Solução
O melhor jeito que esquecer uma experiência ruim é viver uma experiência boa. Muito boa. Ótima...
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Renan.
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08:56
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Queda Livre
eu te amo muito e você nem se importa :/
- Como foi o dia hoje?
- Eu caí.
- Nossa! Mas como?
- Me jogaram de um lugar muito, muito alto.
- O quê?! E você está bem? Se machucou?
- Não sei, ainda não cheguei no chão...
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Renan.
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03:39
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devaneios
Derreter
Simplesmente para refletir.
Derreter

Ela pedalava com grande força, a fim de atingir velocidade. A bicicleta ficou rápida demais para que pudesse controlar e, por esse motivo, ela caiu no asfalto negro e gelado como ela. A lágrima verteu de seu olho direito, não só por tristeza, mas por dor também. Seu joelho estava raspado e ardia muito.
A mão grande apareceu para ajudar. Ela olhou para cima e encontrou um homem alto, tão alto que impedia que a chuva caísse em seus olhos enquanto ela olhava para cima. Ele era muito bonito.
- Deixe-me ajudá-la. - disse o homem, abaixando para observar o raspão no joelho dela.
Ele colocou a mão grande sobre o machucado. Era quente e carinhosa. Ela sentiu seu calor que foi transmitido por todo o seu corpo. Ela sentiu algo que nunca sentira antes e corou. Seus olhos se encontraram no infinito e mais uma vez o calor foi transmitido por todo o seu corpo e ela corou ainda mais.
O homem gentilmente aproximou-se dela e a cada centímetro, ela sentiu a temperatura subir gradativamente em seu peito, mãos, braços, ventre, pernas, pés, cabeça, lábios... Os lábios. Por alguns segundos, os lábios se tocaram e ela nunca esteve tão quente. Mas logo terminou e o homem quente afastou-se enquanto sorria.
- Pronto, está bem melhor agora. - disse ele tirando a mão machucado inexistente.
Não ardia mais, não doía mais, não havia mais ferimento. Demorou algum tempo para que ela percebesse que o homem quente já não estava na sua frente. Ele já havia voltado ao seu antigo rumo.
- Espere! - gritou ela e o homem parou de andar, mas não se virou. - Quem é você?
Ela pode ouvir a risada leve mesmo com os pingos d'água batendo com força no chão.
- Alguém... - disse ele, e continuou a caminhar.
Ela ficou desnorteada por alguns segundos; ainda estava quente. Olhou para a bicicleta no chão e a ajeitou. Subiu nela e começou a pedalar devagar, levemente, com muita calma. Não tinha mais pressa, pois agora estava quente. Ela era quente agora.
Imaginado por
Renan.
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03:01
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Quem é Você?
Quem é Você?
Quem é você?
Quem é você que olha nos meus olhos?
Quem é você que toca a ponta dos meus dedos e encosta a palma da sua mão na minha?
Quem é você que sorri para mim quando eu estou feliz?
E quem é você que chora comigo quando estou triste?
Quem é você?
Quem é você que sabe o que eu sinto sem nem eu mesmo saber?
Quem é você que está sempre do meu lado?
Quem é você que faz eu me sentir tão tímido?
E quem é você que faz eu me sentir tão exposto?
Quem é você?
Quem é você que nunca vai me abandonar?
Quem é você que pensa o que eu penso?
Quem é você que sabe o que eu quero?
E quem é você que sabe o que eu preciso neste momento?
Quem é você?
Quem é você que me conhece tão bem?
Quem é você?
Quem é você?
Por favor, me diga; quem é você?
Eu sou.
Imaginado por
Renan.
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03:43
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devaneios
Vida Reciclável
“Caio olhou para o corpo de Catarina, cujas pernas permaneciam suspensas no ar, mas desta vez não havia homem nenhum entre elas. Ao invés disso, havia tripas e sangue revelados pela faca que Caio utilizou para abrir o enorme rasgo em seu ventre”.
Caio é um assassino.
Ponto final.
Qual é o ponto desse livro afinal?
Por que eu escrevi 25 capítulos de algo que eu nem consigo reescrever?
Acho que eu preciso é de um novo tema.
Um novo livro.
Uma nova vida também, quem sabe?
Tudo novo, diferente e reciclável.
Preciso de novos pensamentos que fluam de forma harmoniosa e que não me deixem triste ou magoado ou qualquer coisa do gênero.
Vida reciclável...
Não deu certo? Tente de novo.
Pronto, esse é o meu novo mantra.
E quem sabe o tema do meu novo livro... (:
Imaginado por
Renan.
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03:37
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sábado, 4 de outubro de 2008
Um Ano Depois...
Hoje faz um ano que o labirinto abriu seus caminhos virtuosos para que qualquer pudesse vagar por ele e se perder. Eu continuo perdido nele.
Por mais claras e transparentes que sejam suas paredes, por mais simples que pareçam suas rotas, ele é um labirinto complicado. Algo cheio de mistérios que nem mesmo os mais espertos e aventureiros conseguem sair dele sem admitir que foi e será o maior desafio de suas vidas.
Suas paredes parecem frágeis, mas são rígidas como pedras.
Suas paredes parecem límpidas, mas são obscuras como pedras.
Ah, o labirinto. Ando por ele, durmo nele, acordo nele, almoço nele, janto nele, vivo nele o tempo todo, querendo ou não. Eu nunca vou conseguir encontrar a saída, simplesmente porque não há saída. Não há como sair desse labirinto. Uma vez dentro, é impossível escapar.
Esse é o labirinto de vidro. Seja bem-vindo...
Nos vemos pela eternidade.
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Renan.
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13:39
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Febre
Estou com febre. Algo que aquece o meu corpo, que me deixa incapacitado e doente. É tudo culpa sua. Sim, sua. Você me destruiu. Você me deixou com febre. Não adianta tomar remédios, eles não vão curá-la. Só existe uma coisa que talvez cure a minha febre.
O tempo. Ele já me conhece e sabe como eu me sinto. Eu preciso de um pouco dele. Só um pouquinho. Talvez assim a febre passe, mas talvez seja mais efetivo se você ficar longe de mim.
Você é o meu mal.
Você é a minha doença.
Você é a minha febre.
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Renan.
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03:33
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Delicadeza humana...
Estava pegando o metrô na segunda-feira. Ao chegar na estação Brás, enquanto o metrô estava parado esperando o embarque e desembarque, ouve-se o "plim-plim" típico de uma mensagem do condutor.
"Por favor, não segure as portas. 70% dos atrasados do metrô ocorrem porque as pessoas seguram as portas."
Em seguida, o "bip" também típico que indica o fechamento das portas. Neste momento vê-se um rapaz jovem, com uma mochila correr na maior velocidade para tentar pegar o metrô e como resultado fica preso na porta bem ao meu lado. Todo contorcido, tentando entrar, ele faz força quando a porta abre um pouco e ele consegue entrar, mas ela fecha bem em sua mochila. Mais alguns segundos de sacrifício e a porta abre de novo liberando a mochila.
"Plim-plim"...
"Porra, eu acabei de falar que não é para segurar as portas. Que falta de respeito do cacete."
Silêncio. Metrô começa a se mover.
"Plim-plim"...
"Próxima estação, Pedro II."
Adoro a delicadeza humana. =D
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19:32
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domingo, 4 de maio de 2008
Linhas Cruzadas
Eu não me importo se você abrir os olhos
E olhar;
Olhar em volta, para o mundo que o cerca
É diferente;
Diferente daquilo que você imagina
Do seu conto de fadas;
Conto de fadas que possui final feliz
Mas na realidade;
Na realidade final feliz é raridade
E nada;
Nada vai mudar essa situação
Talvez apenas;
Apenas voltar a fechar os olhos
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23:06
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sexta-feira, 28 de março de 2008
Conto de Fadas
.
Por que a vida tinha que ser tão confusa?
Como eu fui parar no meio de duas estradas sem perceber para onde estava indo?
Aqui estou, olhando de um lado para o outro, decidindo que caminho seguir.
Qual será o mais seguro?
Qual irá me magoar menos?
Qual irá me levar para onde eu sempre quis chegar?
Acho que nunca encontrei o caminho certo.
Um belo dia, triste por estar sempre sozinha, segui, sem perceber, pelo caminho que me levou a um certo alguém. Fui feliz por um tempo. Pedindo tão pouco e oferecendo tanto. Acho que é natural para quem nunca teve nada.
Seguindo por esse caminho, caí e me machuquei; o coração quase desistindo de bater.
Ferida, me arrastei até a intersecção e ali fui socorrida.
Um outro alguém cuidou de mim...
Ele, aos pouquinhos, sem muita pretensão, cuidou de cada ferida minha. Foi meu ombro, meu riso, minhas lágrimas, meu coração. Ele me fazia sorrir quando eu era incapaz disso.
Era decididamente um bom caminho.
Mas esse novo alguém só queria cuidar de mim. Sua maior preocupação era se eu ficaria bem. E de preocupação em preocupação, ele entrou no meu coração e uma guerra começou.
Um coração não pode ser habitado por dois alguéns.
Um que não sabe se quer estar ali e outro que não se acha digno de estar nele.
Dois que não podem ocupar o mesmo lugar.
Dois que não tem a mesma afeição.
Eu morreria por qualquer um deles.
Mas só um tem o poder de me fazer desistir do outro.
Só um tem o direito de me pedir para mandar o outro embora do meu coração.
Eu já tentei sozinha.
Eu o mandei embora, mas ele sempre volta.
E ele não sabe o que quer.
Não me quer com outro, mas não diz se me quer.
O outro diz que não pode me querer, que não é nada para me querer, como se eu fosse uma princesa intocável e incapaz de olhar para ele.
Isso tudo me confunde e me amedronta.
Sei que se demorar um alguém irá embora por conta própria, para se proteger e de certa forma me proteger.
Eu luto comigo diariamente.
Um deles tem uma certa preferência pelo meu coração e é o único capaz de vencer o outro. Só que esse alguém é justamente o alguém que não se acha merecedor de mim.
Minha maior dúvida atualmente: o príncipe vai finalmente virar um sapo ou o sapo irá vencer e mostrar que sempre foi o príncipe?
O final feliz nem sempre é tão claro como nos contos de fadas.
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14:55
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domingo, 9 de março de 2008
Quando A Chuva Passar
andiwillalwaysloveyou
Pra que falar?
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada...
Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não
Termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela
E veja: Eu sou o Sol...
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história
Não termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela
E veja: Eu sou o Sol...
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão...
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16:17
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sexta-feira, 7 de março de 2008
Serena Sereia
Bem adiante nos oceanos infantes
Eu fiz o meu melhor para sorrir
Através dos seus olhos e dedos cantantes
Fui trazido, apaixonado, para a sua ilha
E você cantou
Venha para mim...
Venha para mim...
Deixe-me cuidar de você
Aqui estou eu...
Aqui estou eu...
Esperando para te abraçar
Eu sonhei que você sonhou comigo?
Você estava aqui enquanto eu navegava?
Agora o minha tola jangada está prestes a tombar
Amor partido em meio às suas rochas
Para você cantar
Não me toque, não me toque...
Volte amanhã
Meu coração envergonha-se da tristeza
Sou confuso como um recém-nascido
Sou complicado como o tempo
Deveria me sustentar perante os destruidores?
Ou deveria mentir minha morte para minha antiga esposa?
Ouça-me cantar
Nade para mim...
Nade para mim...
Deixe-me cuidar de você
Aqui estou eu...
Aqui estou eu...
Esperando para te abraçar
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20:20
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Paraíso Mnemônico
prazeres solitários
Eu me rendo
Desculpe-me pela tristeza
E por deixar você depressivo
Eu precisava de um amante e eu precisava de um amigo
E lá estava você
Fugindo do destino como todo o resto
Três palavras me faziam sangrar até secar
Três palavras nos faziam sangrar até secar
E elas ainda fazem...
Eu te amo
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00:45
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sábado, 23 de fevereiro de 2008
Sozinho
don't know why i didn't come
Estou sozinho; aqui, parado, sem ninguém. Mas pelo menos sei que tenho a mim, que sempre vou ter e é só de mim que preciso.
De mim e das palavras, porque escrever é talvez não o único, mas o modo mais fácil de conseguir entrar em contato comigo, de perceber que apesar de estar sozinho, estou cercado por mim mesmo; por letras, palavras e frases; por tinta, grafite e teclas.
Não importa as pessoas que se foram e que eu queria que estivessem aqui, nem mesmo as que ainda estão, mas por pouco tempo, pois logo terão de partir. O que importa é que eu sempre terei onde apoiar a minha mente, a minha psiquê. Eu sempre poderei me agarrar às palavras e nunca estarei realmente sozinho.
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21:23
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
A Pequena Florista
Baseado em uma música e em um amigo.
A Pequena Florista
Daniel sentou sobre o banco úmido da garoa fina e com o anel de ouro em mãos pôs-se a chorar desesperadamente. Era noite e o parque estava vazio, mas ainda assim ele podia ouvir barulho de passos aproximando-se no fim da alameda. Era alguém de estatura pequena, que carregava algo grande em uma das mãos e pulava nas poças lamacentas com tanta vontade que a água suja encharcava grande parte do pequenino corpo. Tinha cabelos compridos e brilhantes e vestia uma peça de roupa única, comprida e fina, semelhante a uma fronha de travesseiro mal lavada. Uma garota, de no máximo oito anos. Ao ver o companheiro adiante, a menina aproximou-se alegre e saltitante. A luz da lua iluminava seus pés descalços, suaves e sujos, até que ela finalmente sentou-se junto a Daniel no banco.
- Senhor, porque você está chorando? – perguntou ela com uma voz rouca, seguida de um delicado espirro.
Daniel sorriu sem graça. A presença da garota o incomodava de um modo diferente, sentia pena e repulsa ao mesmo tempo. Percebeu, enfim, que ela carregava consigo uma cesta com rosas embrulhadas separadamente em plásticos coloridos, cada uma com um cartão padronizado.
- Tá tarde, não devia tá em casa? – perguntou ele, tentando afastá-la com suas palavras.
- É, eu deveria, mas tenho medo. – respondeu ela, um pouco aflita. - Eu deveria vender essas rosas hoje, aqui no parque, mas ainda faltam essas e se eu chegar em casa sem vendê-las, a minha madrasta disse que irá me bater cinco vezes por cada rosa que eu deixei de vender.
Daniel engoliu em seco. Compraria todas aquelas rosas se fosse o caso, se fizesse a garota ir embora. Tinha dinheiro e não havia tantas rosas assim na cesta, mas algo o dizia para não comprar as rosas. A menina, então, continuou.
- Por isso eu prefiro ficar aqui. Aqueles buracos na ciclovia formam poças tão legais quando chove... Sinto como se estivesse em uma piscina. – ela pausou por alguns segundos, balançou os pés que não alcançavam o chão e voltou a falar após um tempo. – Mas sabe, o senhor ainda não me disse porque estava chorando.
- Não ta com frio? – disse ele rapidamente para mudar o assunto.
- Sim, estou, mas não muito. Tenho frio só às vezes. Acho que acostumei com o frio, gosto dele. Esse vestido é a única roupa que minha madrasta me deu. Quando comprou disse “tome cuidado com isso, vai ser a única coisa que vai vestir nos próximos cinco anos” e desde então eu estou com ele. Tiro somente para tomar banho. Mas você ainda não me respondeu, senhor, porque estava chorando?
Daniel não sabia o que dizer, não queria responder, mas também não queria desenrolar um novo assunto com a garota.
- Tô afim de comprar uma das rosas.
Um sorriso estampou-se no rosto da garota. Os poucos dentes que tinha na boca brilharam.
- Muito obrigado, senhor! Muito obrigado! Já vejo que poderei ir para casa mais cedo dessa vez!
- Aqui. – disse, entregando a ela o anel dourado. – Acho que com isso você conseguirá ir para casa agora mesmo. Deve custar em torno de quinhentas pratas.
A mandíbula da garota quase se encostou ao queixo, espantada.
- Mas... por que quer pagar uma rosa com um anel de quinhentos reais? É por causa dele que chorava? É a sua aliança?
- É, mas tô achando que não vou mais usar ela.
- Por que?
- Briguei com a minha esposa. A gente sempre briga, mas dessa vez foi pra valer. Eu fui um péssimo marido; pulei a cerca, mas eu amo ela. Só ela... Acho que estraguei tudo de vez.
A garota olhou para o material amarelo e reluzente e pousou-o de volta na palma da mão de Daniel.
- Se você realmente a ama, não pode se desfazer desse símbolo. Ele pode ser só um símbolo, mas é o símbolo que une você a ela. Aqui... – a menina pegou uma das rosas, vermelha, linda, a mais bela e a entregou a Daniel com um sorriso gracioso. – Leve, de presente, e dê a ela. Diga o que seu coração sentir.
Daniel, receoso, aceitou o presente da florista.
- Valeu, mas e você? Sua madrasta vai te bater se você chegar em casa com uma rosa a menos, né?
- É, talvez, mas eu já estou acostumada. Acho que você precisa mais dessa rosa agora do que ela precisa do dinheiro. Ela tem uma empresa, ganha muito dinheiro, mas depois que meu pai morreu e eu fiquei sob a guarda dela, ela tem sido muito má e eu não sei porquê. De qualquer modo, leve a rosa. Eu consigo me cuidar sozinha.
Daniel sorriu pela primeira vez naquela noite. Ele levantou do banco e agradeceu a garota mais uma vez. A florista permaneceu no banco por algum tempo, até decidir voltar às poças de água para brincar por mais um tempo...
Duas horas depois, Daniel chegou em casa. Já era manhã. A chuva havia apertado durante a madrugada e ele estava encharcado. Patrícia abriu a porta, era evidente que ela também havia chorado, mas assim que viu o esposo pulou em seus braços e chorou mais uma vez, dessa vez de alegria.
- Desculpa por ter sido besta. Eu não queria, não sei porque eu fiz aquilo. Eu te amo.
- Eu também te amo, Daniel. Muito.
Após um beijo profundo de reconciliação, Daniel entregou a rosa que recebera da florista. Como mágica, Patrícia pareceu encantada com o presente, hipnotizada. Não havia rosa mais linda. Mais uma vez eles se beijaram.
- Entra, amor. Você está muito molhado. É melhor tomar um banho e se aquecer antes que pegue um resfriado.
A água quente caia sobre os ombros de Daniel. Ele não sentia mais nada, havia se desligado do mundo, mas ao sair do banho, deparou-se com sua esposa sentada no sofá, espantada com alguma notícia impressionista na televisão.
- Ai, que horror. – disse Patrícia desligando a tevê.
- O que houve dessa vez?
- Encontraram uma garota morta no parque hoje cedo, morreu de pneumonia, coitada. Parece que ela era florista lá. Se não me engano, acho que a vi duas vezes por lá, tentando me vender flores. Era tão doce...
O estômago de Daniel embrulhou-se. Ele virou para o lado e viu a rosa pousada em um vaso transparente e cheio de água. A última que ela havia vendido.
Observação: Eu sei que as falas da menina são muito "cultas" para uma garota de oito anos de baixa renda e que as falas do rapaz são mais coloquiais, mas foi proposital.
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02:54
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Saudades
.
Tenho saudades das coisas como elas eram, a não muito tempo atrás.
Tenho saudades dos brinquedos que eu tinha quando era mais novo (porque nunca deixarei de ser criança), dos colegas de escola, das risadas...
De quando errar não era o fim do mundo.
De quando as pessoas eram mais humildes.
De quando eu não tinha que preocupar com pequenos detalhes.
Tenhos saudades das noites
E das manhãs.
Das conversas.
Das brincadeiras.
Do amor que nunca tive.
Tenho saudades dos amigos que sumiram, mas que continuam guardados em uma gaveta especial dentro de mim.
Tenho saudades do que costumava ser e penso no que poderia ter sido, ao invés de pensar no que é.
Tenho saudades da alegria.
Mas acho que, acima de tudo, tenho saudades de postar nesse blog.
E por alguma razão, esse momento é o que eu mais preciso dele, seja para desabafar ou refletir ou escrever.
Eu preciso dele como o calor precisa do frio, o úmido precisa do seco e o espelho precisa da luz.
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01:02
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Beauty and the Beast
Tale as old as time
True as it can be
Barely even friends
Than somebody bends
Unexpectedly
Just a little change
Small, to say the least
Both a little scared
Neither one prepared
Beauty and the Beast
Ever just the same
Ever a surprise
Ever as before
Ever just as sure
As the sun will arise
Tale as old as time
Tune as old as song
Bittersweet and strange
Finding you can change
Learning you were wrong
Certain as the sun
Rising in the east
Tale as old as time
Song as old as rhyme
Beauty and the Beast
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13:43
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Capítulo Sete
capitulo17.
Comecei a escrever um livro e parei no capítulo sete. Seria quando a "ação" começaria a acontecer para valer, mas eu teria que matar uma personagem que eu adorei e simpatizei e não fui capaz de continuar a história, pois me sentiria um assassino a sangue frio.
E essa pessoa existir? E se a minha história estiver acontecendo em algum lugar do mundo e eu matar essa personagem, como em "Mais Estranho Que A Ficção"? Não vou conseguir viver com a culpa.
Pensei em deixar a personagem viva e mudar a história, mas perderia todo o sentido, então vou paralisar o projeto até que eu tenha coragem (não vou ter) ou tenha uma idéia melhor (não vou ter).
Não vou matar a Clarice... Não vou.
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02:51
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Sky Cut By Misterious Strings
leomatheusfefoteadoro.
Essa é uma foto que eu tirei no carro (nada para fazer, som desligado...) e achei linda. Chamei de "Sky Cut By Misterious Strings" ou "Céu Cortado Por Fios Misteriosos", bem cult mesmo. Se um dia eu ficar famoso, essa foto vai valer muito oe! \o/
Aliás, essa foto me deu uma idéia de um poema/conto, mas só a idéia. Fica para depois...
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12:02
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Três
.
Três corações. Três almas. Três pessoas diferentes cantando para três pessoas diferentes, sendo três pessoas diferentes, vivendo três vidas diferentes que, por alguma razão, se juntam para formar quem eu sou.
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09:28
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domingo, 9 de dezembro de 2007
Uma Hora Para Mudar A Vida
.
"Ever wonder how long it takes to change your life? What measure of time is enough to be life-altering? Is it four years, like high school? One year? An eight-week walking tour? Can your life change in a month, or a week, or a single day? We're always in a hurry to grow up, to go places, to get ahead...
But when you're young, one hour can change everything."
Lucas Scott
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21:20
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Mudanças
Preciso mudar a foto do topo. Eu gosto da que está, mas não sei, começou a me irritar. Quem costuma entrar no blog já percebeu que eu mudei algumas cores (aquele laranja no nome dos posts chegava a me dar nos nervos às vezes e eu adoro azul).
Só isso mesmo, um desabafo e aviso de que mudarei o topo... quando tiver inspiração.
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22:04
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Pequena Diferença
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21:44
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Psych(otic)
Não é brincadeira, é sério, e eu estou com medo de mim mesmo por causa disso. Acontece que ontem eu fui dormir e, como de costume, sonhei. Não foi algo tão impressionante, mas quando eu acordei e depois de um tempo vi uma notícia na página inicial do meu navegador, tomei um susto enorme. "Tiroteio na estação Sé..." dizia a manchete. Impressionantemente (?) eu havia sonhado com um tiroteio em uma estação de metrô na noite anterior, em que meu amigo e eu estávamos presentes e ele tomava um tiro e ficava paraplégico.
Felizmente, eu sou apenas um vidente meia-boca e o meu amigo não esteve no tiroteio, muito menos ficou paraplégico, mas eu vou começar a prestar mais atenção nos meus sonhos e escrever o que acontece em todos eles.
Estou com medo de mim. >_<
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21:18
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
Juntando Os Cacos...
Mais uma vez, fiquei um bom tempo sem postar. Acontece que tive vestibular nessas duas últimas semanas e estive muito, muito mesmo, preocupado. Não me matei de estudei, porque eu nem agüento, mas fiquei com a cabeça cheia, não conseguindo pensar em mais nada.
Não consegui criar nenhum conto interessante. Tive algumas idéias, sim, algumas idéias para postar aqui, mas sempre tinha elas durante momentos em que não estava no computador, como naqueles que a gente fica enrolando na cama antes de dormir ou estudando mesmo e o problema é quando eu conseguia sentar no computador as idéias iam embora e eu esquecia totalmente do "Labirinto de Vidro". O problema maior ainda é que eu tinha uma idéia muito legal mesmo e esqueci totalmente, agora ela está perdida no tempo e espaço da minha mente turva.
Agora estou juntando os cacos de vidro do labirinto quebrado para tentar reconstruí-lo, lentamente, pois as idéias continuam meio distantes e estou sem assuntos interessantes para postar.
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21:58
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
domingo, 4 de novembro de 2007
Lembre-se
Lembre-se

"Lembre-se das flores. Lembre-se do campo. Lembre-se da grama. Lembre-se daquele pôr-do-sol que observamos na praia, abraçados. Lembre-se do céu estrelado que vimos quando demos nosso primeiro beijo. Lembre-se de que você dormiu sobre o meu peito naquela noite. Lembre-se das risadas. Lembre-se dos barulho dos grilos do lado de fora da janela de meu quarto, quando você decidiu dormir aqui em casa pela primeira vez. Lembre-se das pontas de nossos dedos, que se encontravam gentilmente quando dávamos as mãos. Lembre-se dos meus abraços apertados. Lembre-se dos meus presentes de aniversário, natal e dia dos namorados, principalmente daquela corrente de prata que ganhou de mim. Lembre-se daquela festa na casa dos seus tios, em que brincamos de "Verdade Ou Desafio". Lembre-se de quando éramos inocentes e perdemos a virgindade. Lembre-se do primeiro tapa, mesmo que de brincadeira. Lembre-se do segundo, proposital. Lembre-se da primeira traição. Lembre-se dos seis meses em que ficamos separados. Lembre-se de como eles foram terríveis. Lembre-se de quando voltamos a namorar. Lembre-se de como não deu certo. Lembre-se do último beijo, pois se eu soubesse que seria o último, nunca teria parado de te beijar."
Carta encontrada nas mãos de um suicida.
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22:50
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1967
1967

Luiz jogava bola com seus amigos no parque da rua em que moravam. Tinha oito anos. Por algum infortúnio, a bola acabou caindo do outro lado da rua e parou aos pés de um homem que passava por lá. O homem olhou para da bola para Luiz e pareceu assustado. Ele engoliu em seco, abaixou, pegou a bola e atravessou a rua para entregá-la ao garoto, que pareceu feliz.
- Em que ano estamos? - perguntou o homem.
- 1967. - respondeu Luiz, olhando estranho para ele devido à pergunta.
O homem arregalou os olhos como se tivesse visto um fantasma. Ele deu três passos para trás, voltando à rua, e acabou sendo atropelado por um carro que por ali passava.
Os anos se passaram. Luiz cresceu, mas nunca esqueceu da cena que havia visto enquanto criança. O homem sendo atropelado. Andava vagorasamente pela rua quando sentiu algo bater em seus pés. Uma bola. Olhou a origem dela e viu um garoto. Reconhecia aquele garoto! Assustado, ele pegou a bola, atravessou a rua e a entregou a si mesmo.
- Em que ano estamos? - perguntou Luiz.
- 1967. - respondeu o garoto, olhando estranho para o homem.
Luiz arregalou os olhos como se tivesse visto um fantasma. Ele deu três passos para trás, voltando à rua. Ele queria entender, mas não teve tempo suficiente. Sabia qual seria o seu destino, pois já tinha visto acontecer. Em 1967...
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Renan.
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14:02
1 devaneios
Aniversário
Mas não, não vou deletar o "Labirinto". Eu gosto dele, de ficar perdido em seus caminhos confusos. Quero continuar com ele. E acreditem, isso para mim é, de certo modo, uma vitória.
Obrigado por freqüentarem o blog e por gostarem dele.
E se você não freqüenta e não gosta, problema seu. >.<'
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13:48
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quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Através
Através

Como sempre, ela andava pelos corredores escuros com suas sacolas prateadas brilhando nas mãos. Porém, desta vez, ela parou de andar. Estava de frente para uma abertura na parede escura. A luz entrava pela abertura e se dispersava no corredor. Ela ficou fascinada, pois nunca tinha visto algo como aquilo. Podia ver tanto o que havia do outro lado da abertura, como ela mesma, refletida em uma superfície inexistente.
Largou as sacolas no chão. Elas caíram sem fazer nenhum barulho. Era sempre assim naqueles corredores, silêncio. Ela tentou atravessar o buraco, mas algo a impedia. Uma força invisível. Colocou a palma direita sobre a superfície inexistente e percebeu que ela era dura e lisa. Forçou-a para tentar chegar ao outro lado. Nada. Continuou tentando com a mão direita, com as duas, com o ombro, com o corpo inteiro e nada.
Impaciência era uma de suas características. Sem pensar duas vezes, ela fechou sua mão e, em um impulso, socou a superfície. A dor era imensa e ela gritou, mas não produziu nenhum som. O grito silencioso diluiu-se no ar junto com os cacos de vidro que caíam lentamente no chão, junto com gotas vermelhas e reluzentes que escorriam pela mão delicada dela. Mas a dor não era mais importante, nem o sangue. O vidro estava quebrado. Agora ela podia atravessá-lo e chegar à luz.
Ela colocou primeiro uma das pernas, depois a outra e por fim o corpo inteiro. Ali não era silêncio. Pelo contrário, havia várias pessoas conversando e passando de um lado para o outro. E também não era escuro, era bem claro. Mas havia algo errado. Ela não conseguia mais mover seu corpo, nem um centímetro sequer. Estava imóvel, estática. Parada no tempo.
Ana Lúcia estava debruçada sobre a vitrine de uma loja de roupas. Tinha a ponta do nariz e as palmas das mãos grudadas no vidro embaçado por causa sua respiração. Fitava um dos manequins.
- Mamãe, - disse ela. - o que é aquilo na mão daquele manequim?
- Não sei, Ana Lúcia. Deixa para lá.
- Mas é que... Parece sangue.
Ana Lúcia nem teve tempo de perceber a lágrima salina que escorria sobre a face de porcelana do manequim.
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13:27
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Gostosuras Ou Travessuras
Não vou criticá-los, mesmo porque também já fui desse grupo, mas fico me perguntando porque no Dia do Folclore as crianças não saem fantasias de Iara, Boitatá, Saci-Pererê ou Curipira pedindo doces como pé-de-moleque, balas de coco e "dadinhos"?
Amo meu país e minha cultura, mas não sou nacionalista. Não acho mal algum as pessoas comemorarem dias culturais de outros povos (mesmo porque eu gosto de ver as pessoas comemorando o Ano Novo Chinês). Acho que o mal está quando as pessoas usufruem demais da cultura alheia e esquecem da própria. E com a sua cultura, perdem também a identidade e a esperança na terra em que nasceram, viveram e provavelmente morrerão.
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12:57
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
Conscientização e Justiça Canina

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20:28
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Trigésimo
Trigésimo

Zero era um fazendeiro. Ele e sua mulher tinham trinta filhos. Primeiro nasceu um mês após o casamento e era o mais trabalhava junto com Segundo e Terceiro, que eram gêmeos. Quarta e Quinto, também gêmeos, eram os mais brincalhões e adoravam se aventurar no pomar. Sexto, Sétima e Oitava gostavam muito de ler. Nono nasceu após a família de mudar para a cidade. Décimo assistia televisão enquanto Décimo-Primeiro brincava na rua. Décima-Segunda, Décimo-Terceiro e Décimo-Quarto freqüentaram a escola do bairro. Décima-Quinta e Décima-Sétima viraram modelos famosas enquanto Décima-Sexta preferiu se aventurar na carreira de atriz. Décimo-Oitavo e Vigésimo-Quarto viraram jogadores de futebol profissionais. Décimo-Nono, Vigésima e Vigésimo-Segundo morreram nos três primeiros anos de vida. Vigésimo-Primeiro desapareceu com seis anos e nunca mais foi visto. Vigésima-Terceira envolveu-se com um traficante de drogas. Vigésimo-Quinto adquiriu AIDS. Vigésimo-Sexto se suicidou. Vigésima-Sétima e Vigésimo-Nono tiveram câncer. Vigésima-Oitava se masturbava pensando em Décimo-Oitavo. Trigésimo nasceu por último e logo em seguida sua mãe morreu de cansaço. Décima-Segunda cuidou dele não como irmão, mas como filho. Trigésimo ganhou uma bolsa de estudos e freqüentou a melhor escola do país. Foi o primeiro filho de Zero a se tornar médico e a se casar.
Quando Zero estava no leito de morte, todos os seus filhos que continuavam vivos estavam presentes. Ele fez a cada um deles a mesma pergunta: "Você é feliz?"
Trigésimo foi o único que respondeu "Não".
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segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Kiwi e Outras Frutas
Fala sério, esse Kiwi é lindo. O bracinho dele é tão lindo. *-*
(Kiwi fan! o/)
Aproveitando o Kiwi, algumas outras frutas que tiveram um fim parecido com o pássaro-fruto.




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20:07
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Karma
João ajudou uma senhora de idade a atravessar a rua.
Dois dias depois foi atropelado.
Pedro chutou uma senhora de idade que tentava atravessar a rua.
Dois dias depois ganhou um carro de presente dos pais e atropelou João.
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Milagre (Não Tão) Divino
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19:51
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Os Dentes de Tomás Guerreiro
Os Dentes de Tomás Guerreiro

Tomás Guerreiro tinha vinte dentes na idade de seis anos. Com vinte anos, tinha trinta e dois deles.
No dia 04 de fevereiro, ele arrancou o canino do lado superior esquerdo.
No dia 15 de abril do mesmo ano, arrancou o segundo pré-molar do lado inferior esquerdo.
No dia 07 de junho, teve cárie no primeiro molar do lado inferior direito, arracando o dente. Aproveitou e arrancou também o incisivo central do lado superior direito.
No dia 23 de setembro, morreu atropelado por André Cavaleiro, seu dentista embriagado.
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19:34
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quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Stardust

Um conto de fadas para adulto. É um filme legal, bem mágico embora pudesse ser contado em trinta minutos e foi enrolado para mais de duas horas. É fofo, meigo (meio meloso até), um misto de todos os contos de fadas com um toque de originalidade. Os efeitos são legais, embora alguns deles (mais no começo) poderiam ser melhores.
O final é previsível, mas é um tipo de filme prazeroso que dá vontade de ver, que mistura comédia, aventura, romance e ação na medida certa e que pelo menos tem começo, meio e fim. Vale a pena.
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20:07
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domingo, 21 de outubro de 2007
Sonhos
De quinta para sexta encontrei meu problema. No último post, disse que meu problema era acordar cedo, mas estava errado, mas meu verdadeiro problema é não sonhar ou sonhar precariamente.
Parece algo tolo, meio fantasioso até, mas não é. De quinta para sexta, fui dormir às 23:00. Acordei depois achando que já seriam quatro da manhã e logo teria que acordar de vez, mas eram apenas 00:20. Resolvi voltar a dormir, mas acordei novamente quando foram 01:10, 02:30, 03:40, 04:30 e por fim 05:00. Curiosamente, apesar dos lapsos de tempo em que dormi, eu sonhei. E lembro de todos os meus sonhos (o que é mais curioso ainda), foram sete no total. Não vou falar de todos porque não tem sentido e seria mais chato ainda. Acontece que após às 00:20, eu não dormi mais como antes, eu fiquei naquele estado de "dormir-acordado" em que você apenas fica com os olhos fechados, mas continua mantendo seus pensamentos em ordem (mesmo que em sonho).
Quando levantei, estava disposto, diferente do dia anterior em que dormi direto durante sete horas e acordei querendo explodir o relógio e o horário de verão. Fiquei feliz que o meu caso não era acordar cedo, mas sonhar. Agora vou dormir. De sexta para sábado também consegui sonhar, então tentarei sonhar de novo. Sonhar é bom, vocês poderiam tentar um dia, mesmo que seja sonhar acordado -- Algumas vezes nossos sonhos (imaginação) são muito melhores que nossa vida (real) e digo isso por experiência própria.
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03:01
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Dormir
Você não tem nada a ver com isso, mas eu preciso dormir! Urgente! Não, eu não passei a noite em claro nem estou com insônia. Acontece que eu estou cansado de ter que acordar cedo todos os dias para ir ao meu cursinho. O problema não são as horas de sono. Posso dormir tanto às 19:00 quanto às 23:00 e acordar às 05:30, terei sono no dia seguinte e provavelmente a semana inteira até chegar no sábado quando posso dormir até às 10:00, 11:00, mesmo ficando acordado até umas 03:30 da madrugada de sexta (o que resulta em um número igual de horas de sono que a semana inteira).
Mas porque é o maldito horário de acordar que é o problema? Será que é porque ainda está escuro (culpa do horário de verão)? O frio eu sei que não é porque esses dias estava um calor desgraçado (tanto que eu acordei no meio da noite e perdi o sono a partir daí, o que foi ótimo). Dá vontade até de falar um palavrão: Poxa!
Tudo isso sem contar que eu sou obrigado a estudar durante o dia, mesmo quase capotando de sono. Pior que eu nem posso falar "Quero logo passar na faculdade, aí eu posso dormir até às 10:00" porque a maldita faculdade também é de manhã e provavelmente eu terei que acordar ainda mais cedo para pegar aquele metrô lotado e sujo ainda de madrugada porque a faculdade é mais longe ainda!
E para piorar, quando eu chego no cursinho encontro um dos "tiozinhos" do cursinho (aqueles chatos que ficam mandando o povo entrar quando bate o sinal e tal) conversando com uma menina e bem a parte que eu ouvi quando passava por eles era ele falando "Ah, eu acordo umas vinte para as quatro para vir para cá". Sem comentários, parabéns para ele.
Agora vou lamentar o meu sono vendo um filme que aluguei. Espero não dormir durante.
PS: Fiquei mais revoltado porque eu ia colocar a foto de um bebê muito fofo dormindo e essa porcaria de Blogger tá com problema na hora de uplodear imagens. Aff...
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16:52
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domingo, 14 de outubro de 2007
Pepinos, Carrinhos e Promoções
Bom, eu fui no supermercado. Não tive idéias geniais, mas pelo menos presenciei algumas coisas interessantes.
A primeira foi um pepino que queria ser cenoura. É, isso mesmo. É nessas que eu me arrependo profundamente de não ter nenhum tipo de câmera, pois eu teria tirado uma foto. Acontece que estava eu lá, todo "alegre" na seção das verduras e legumas quando olho para as cenouras e encontro um pepino! Imediatamente o meu cérebro começou a processar aquela imagem e a criar um conto: O Pepino Que Queria Ser Cenoura. Uma história comovente na qual o tal pepino sonhava em ser laranja e por isso ficava sempre pulando da seção de pepinos para a cenouras na esperança de ser comprado como tal. Teriam também outros personagens como a Batata e a Abóbora. No fim, o pepino conseguiria ser comprado junto com as cenouras por uma senhora distraída e teria o trágico fim de terminar em uma salada de pepinos e cenouras. Choremos pelo pobre pepino. *snif*
A segunda coisa que eu presenciei foi uma corrida de carrinhos de supermercado em um dos corredores... entre dois adultos! Isso não gerou nada muito curioso no meu cérebro, tirando a parte que um dos homens bateu o carrinho em outro que chegava e quase caiu. Me fez rir um pouco, depois pensar em como os adultos podem ser mais infantis que as crianças e até que talvez seja necessário dar uma de criança algumas vezes para esquecer das responsabilidades de adulto. Mas tanto faz.
A terceira foi que as pessoas aproveitam de tudo para fazer uma promoção para tentarem. Nesse mercado, a cada cinqüenta reais você ganhava um picolé e eu vi um garotinho pedindo para a mãe para comprar mais alguma coisa porque ele queria três picolés, sendo que cada picolé deve custar separadamente R$ 1,50 em uma padaria qualquer e ele nem era tão bom assim -- sim, eu experimentei. Era do Homem-Aranha, era azul, tinha gosto de chiclete, mas parecia mais com remédio e era muito ruim! Aff, fico indignado que tenha gente que gaste mais dinheiro com coisas que não precisa para ganhar qualquer coisa, sendo picolé ou não. Promoções malditas!
Agora vou me acalmar e aproveitar o horário de verão que tirou uma hora da minha vida! \o/
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03:46
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sábado, 13 de outubro de 2007
Crises e Sapatos
Eu tinha tanta coisa interessante para postar na quinta-feira, ontem que foi dia das crianças e simplesmente não consegui. Frustante...
Quando eu criei o blog, achei que conseguiria postar várias coisas. Até contos que eu antes escrevia direto, agora não nem ter idéia para eles. Ok, sei que estou exagerando e isso não passa de uma crise blogueira estúpida, mas não deixa de ser uma crise chata.
Já que não tenho nada para postar e minha cabeça está latejando de pensar em algo, vou postar só um videozinho do YouTube muito engraçado que vi esses dias.
Acho que vou fazer que nem a Kelly e ir comprar alguma coisa. Mas ao invés de sapatos, vou ao mercado. Sabem como é: ajudar mamãe a fazer compras, fazer papel de filho útil, bom garoto, etc. Talvez lá eu tenha alguma idéia interessante. Supermercados são lugares propícios à estimulação mental, não acham?
Até lá.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Retorno à Casa da Colina 2 / Floresta do Mal
Retorno à Casa da Colina é uma péssima tentativa de fazer uma continuação. Sem idéias para como levar pessoas de volta à casa amaldiçoada, os diretores criaram uma história tosca sobre um artefato de importância monetária e arqueológica que possivelmente seria a fonte de todo o mal da casa assombrada. O filme parte daí, focado em uma mulher bem-sucedida cuja irmã foi uma das sobreviventes do primeiro filme que se une ao professor de uma faculdade contra um grupo de caçadores de tesouros que também querem o tal artefato. Começam então as mortes, sendo que em todas conhecemos um pouco da história dos antigos pacientes do hospital e como morreram (única parte legal, sinceramente). O final é previsível e tosco, do tipo que a protagonista descobre um jeito de resolver tudo no último momento e detalhe: ela consegue (Yatta! \o/). Simples assim. Ah, e se você for masoquista e quiser assistir ao filme, pule os créditos pois no final há uma cena até que legal que faz menção à cena final de Jumanji (esse filme que vale a pena assistir).
Já em Floresta do Mal (Wrong Turn 2) -- que é a verdadeira continuação de "Pânico da Floresta"¹ --, ao invés de um artefato na floresta para atrair novas vítimas, eles usam o pretexto de um reality show no estilo "Survivor". Logo no início já começam a mostrar as mortes que, apesar de tudo, nem são tão ruins assim. A parte legal é que, ao invés de apenas três aberrações, somos apresentados a uma família inteira delas com direito a mamãe, papai, um casal de irmãos incestuosos e um bebê recém-nascido. E por aí vai até os "sobreviventes" (sacou a piadinha? Suvivor, sobreviventes. xD -- tá bom, num teve graça) saírem da floresta e sermos apresentados ao típico "final com direito à continuação" dos filmes de terror de ultimamente.
Entre os dois, prefiro Pânico na Floresta 2, pois pelo menos esse filme dá uma boa desenvolvida na maioria dos personagens e faz você se identificar com tais, excluindo as aberrações e se você se identificar com elas, deve ir a um terapeuta imediatamente.
¹Para mais informações, clique aqui.
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22:07
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O Albergue 2
Pode conter spoilers sobre a trama.
Após uma rápida abertura com Paxton, o sobrevivente do primeiro filme, somos apresentados às protagonistas: Betty, uma garota comum, porém rica e um tanto esquentada; Whitney, a "all-american-girl", loira, se faz de burra e espivetada; Lorna, que é estranha até no nome (embora eu adore a Heather Matarazzo). Elas acabam conhecendo Axella, uma mulher bonita que as convence a ir à Eslováquia durante as férias. Esse filme também é bom porque mostra não só o lado das vítimas, mas também dos perturbados Todd e Stuart, que pagaram para torturar as americanas. Na verdade, acho que eles chegam até a ser mais desenvolvidos do que as próprias protagonistas.
Tirando o fato de que a ordem das mortes seja manjada, O Albergue 2 tem mortes fantásticas e não digo isso como psicopata, mas porque são tão agonizantes e sangrentas que fazem você sentir pelos personagens, o que é raro (pelo menos comigo) nos filmes de terror. Sem contar que o filme tem a melhor cena de castração que eu já vi em todos os tempos. Matou a cobra e mostrou o pau, literalmente, com direito a virar comida de cachorro.
O final é ótimo, pois não tem aquele típico "garota esperta consegue bater em todos e fugir de um lugar super-vigiado". A cena final é também hilária, sendo que mesmo aqueles que odeiam humor negro devem ter dado uma risadinha, mesmo que mental, ao ver uma cabeça ser usada como bola de futebol.
Resumindo, esse é uma das poucas continuações que eu já vi que conseguem ficar no mesmo nível ou serem melhores do que o filme original. Vale a pena.
PS: Os fãs de Rony/Hermione iam adorar a cena em que Stanislav Ianevski (Viktor Krum, de Harry Potter e o Cálice de Fogo) aparece sendo torturado. x]
*snuff = fita de vídeo com cenas reais de estupros e assassinatos.
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21:24
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Verbos Capitais
Orgulho (também conhecido como Vaidade)
- Ser -
Eu sou
Tu não és
Ele não é
Nós podemos até ser
Vós não sois
Eles nunca serão
Inveja
- Ter -
Eu tenho
Tu não tens
Ele não tem
Nós podemos até ter
Vós não tendes
Eles têm, e eu também quero!
Ira
- Matar -
Eu mato
Tu morres
Ele morre
Nós matamos
Vós morreis
Eles cometem suicídio
Preguiça
- Dormir -
Eu durmo
Tu trabalhas
Ele trabalha
Nós assistimos televisão
Vós trabalhais
Eles trabalham para pagar o aluguel e a televisão por assinatura
Avareza
- Querer -
Eu quero
Tu me dás
Ele me dá
Nós queremos mais
Vós nos dais
Eles nos dão tudo
Gula
- Comer -
Eu como
Tu refogas
Ele assa
Nós comemos mais
Vós fritais
Eles fazem a sobremesa
Luxúria
- Transar -
Eu transo
Tu gostas de ser amarrado à cama
Ele tem fetiches por couro
Nós praticamos sexo grupal
Vós gostais de ser voyeur
Eles também querem participar
Verbo Capital do dia-a-dia
Eu sou
Tu comes
Ele tem
Nós transamos
Vós quereis
Eles matam
Todos morrem
Ninguém dorme
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05:50
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Sete Ilusões
Outro "conto". É mais uma reflexão, mas ainda assim é um conto.
Sete Ilusões

Tive sete grande ilusões durante minha vida.
A primeira foi imaginar que tinha amigos quando na verdade tinha colegas.
A segunda foi achar que o mundo é cor-de-rosa. Acreditem quando dizem que ele não é.
A terceira foi tentar ser intocável sendo que ninguém é.
A quarta foi tentar mudar o mundo.
A quinta foi acreditar que unicórnios existiam. Embora digam o contrário, eu continuo acreditando.
A sexta foi pensar que eu podia voar. Descobri que estava errado quando tentei.
A sétima foi achar que estava vivo quando não estava.
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21:56
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domingo, 7 de outubro de 2007
Vizinho da Morte
Vizinho da Morte

A Morte se mudou para a minha rua; sempre passo em frente à sua casa, que antes estava abandonada. É uma casa de construção antiga e escura, de madeira podre e prestes a cair. Não sei porquê Ela quis se mudar para um lugar assim, mas creio que deva ter seus motivos. Essa casa me fascina justamente por ser diferente das outras e distoar dos sobrados comuns presentes na rua Luz Branca. Às vezes vejo a Morte parada em frente à janela, coberta por uma cortina negra da sala de estar, no andar térreo. Quando possível, aceno para Ela e Ela me retribui com outro.
Um dia descobri que Ela fazia aniversário e resolvi levar um bolo de presente. Toquei a campainha e ela atendeu a parte imediatamente, como se estivesse me esperando; vestia um longo roupão negro. Sorriu e me convidou para entrar. Conversamos. Ela era uma grande contadora de histórias. Ouvi contos sobre guerras e batalhas sangrentas, nas quais Ela teve que trabalhar em turnos dobrados. Ouvi sobre pessoas que morreram por amor, ódio, vingança ou que simplesmente morreram. Antes de sair, ouvi um barulho vindo do porão. Perguntei o que era e Ela me respondeu que era o castigo de alguns. Em seguida, ouvi o som de harpas no sótão e, sem rodeios, ela me disse que era a festa para aqueles que se comportaram bem.
Ficamos amigos, a Morte e eu. Eu a visitava com freqüência, sempre para ouvir novas histórias uma vez que elas nunca terminavam. Outras vezes, ela que me visitava. Porém, ela não era uma boa visita, pois sempre que vinha fazia questão de levar um souvenir. Primeiro meu pai, depois minha mãe, minha esposa, meu primogênito e minha caçula. Menos eu. Ela nunca me levou. Fiquei sozinho naquele sobrado enorme, com exceção da Morte. Só tinha ela. Esperei, então, que ela fizesse sua última visita.
Ela havia prometido que quando retornasse, seria para me levar, mas ela nunca veio e nunca vai vir. Perdemos contato, para sempre. Eu não sou mais amigo da Morte. Ela não gosta mais de mim, deve achar que não sou digno de participar da festa do sótão ou de ser castigado no porão. Ela não virá por mim, nunca mais. Sou imortal.
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Renan.
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22:39
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